Psicoterapia: uma relação humana

Escrito por:Mariana Cristina|

“Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda

Que palavras por palavras eis aqui uma pessoa se entregando (…)

Veja o brilho dos meus olhos e o tremor das minhas mãos

E o meu corpo tão suado, transbordando toda raça e emoção…”

(Gonzaguinha)

Escolhi este trecho da composição de Gonzaguinha para iniciar este texto e dar abertura ao blog, por um motivo muito especial. Todas as vezes em que escuto esta canção, lembro-me dos meus clientes e de todos os que procuram pela terapia. Imagino que estas palavras ficam implícitas no momento em que, ao adentrar no consultório, eles contam sobre sua vida, seus medos, alegrias, sabores e dissabores, a alguém que – ainda – não conhece.

Vivemos em meio a uma cultura em que o Atendimento Psicológico ainda é bastante mistificado. Este é um dos fatos que corrobora para que a procura por um psicólogo se torne algo realmente difícil para muitas pessoas. Entregar suas verdades a alguém e estabelecer uma relação genuína de confiança, é um grandioso desafio. Mas para que este processo fique menos espinhoso, na terapia você será acolhido com muito cuidado, sem julgamentos ou avaliação de valores.

Nós, enquanto terapeutas, compreendemos o quanto pode ser difícil falar daquele assunto que você não comenta com mais ninguém; relembrar aquele episódio que, após muita tentativa de esquecer, ainda dói. E por mais estranho que pareça, nós sabemos o quão exaustivo é tentar montar as peças de seu quebra-cabeça particular. Nervosismo, suor frio, mãos geladas, lágrimas tímidas querendo saltar. Estas são legítimas demonstrações do quão humano podemos ser, e de quantas emoções podemos carregar. Estamos suscetíveis a elas, na condição de cliente ou no papel de terapeuta.

Mother and daughter holding hands on sofa

Você pensou que estivéssemos isentos dos sentimentos?

Os terapeutas também vivenciam muitas emoções na relação terapêutica. E elas são diversas. Entristecemo-nos, alegramo-nos, sentimos orgulho, medo, ansiedade e angústia. E hora ou outra podemos chorar com nossos clientes! No entanto, utilizamos de nossas emoções para beneficiá-los em seu processo terapêutico. Conforme apontam Vandenberghe e Pereira (2005), a autorrevelação dos sentimentos do terapeuta – no momento pertinente – pode favorecer o estabelecimento de intimidade e confiança, além de contribuir para a análise comportamental da relação que tem se estabelecido.

Se você estiver inseguro para engajar-se num processo terapêutico, sinta-se acolhido. Dentro do consultório você encontrará, nada mais e nada menos que, uma relação genuinamente humana à sua espera. Experimente!

Ps.: Será um prazer poder te ajudar neste processo. Para obter mais informações, basta clicar aqui.

Abraço carinhoso,

Mari

Mariana Cristina Fernandes

Psicóloga Clínica com mais de 20 mil horas de atendimento. Especialista em Terapia Comportamental, Psicoterapia Analítica Funcional e Psicopedagogia. Fundadora de uma clínica em SP, atua presencialmente e online. Desde 2016, compartilha conteúdos sobre saúde mental e desenvolvimento humano.

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