Três razões não tão óbvias para você começar a considerar fazer terapia – e a última delas é surpreendente!
Provavelmente, você já ouviu muitos relatos sobre os benefícios da terapia e eu não tenho dúvida disso. Ela melhora a autoestima, fortalece a autoconfiança, ajuda na regulação e inteligência emocional, no autocontrole, nos relacionamentos, na produtividade… Todas essas vantagens são reais. Mas, agora, eu quero compartilhar com você três outros benefícios que talvez não sejam tão óbvios, mas que merecem destaque. A terapia tem efeitos que vão muito além do que costumamos imaginar e este texto é sobre isso!
1) a terapia ajuda a desenvolver sua linguagem
Muitas pessoas chegam à terapia sem sequer imaginar que este será um objetivo trabalhado – afinal, não é comum queixas ou demandas relacionadas à linguagem. Mas o que acontece é: como a terapia se dá, em grande parte, através da comunicação verbal vocal entre o terapeuta e paciente, a linguagem acaba sendo desenvolvida naturalmente. É quase como um “bônus” do processo terapêutico. O paciente começa a adquirir um repertório verbal mais claro e até mais sofisticado, com o avançar das sessões. Aprende a descrever melhor tanto as situações do mundo externo, quanto o que acontece no seu mundo interno.
Passam a nomear com mais precisão o que pensam, o que sentem, e organizam melhor seus pensamentos. Com isso, conseguem comunicar de forma mais assertiva suas necessidades, o que resulta em melhorias significativas nos seus relacionamentos, na performance profissional, amizades e até em situações desafiadoras do dia a dia.
Como terapeuta, é muito especial ver um paciente que inicia a terapia um tanto que “travado”, com dificuldade de falar sobre algo que aconteceu, sobre o que sente ou pensa, e acompanhá-lo até o momento em que, ao final do processo, comunica-se com muito mais facilidade e sofisticação aquilo que deseja.
2) a terapia te ajuda a desenvolver intimidade
Raramente um paciente chega à terapia dizendo: “Eu preciso desenvolver mais intimidade nos meus relacionamentos”. Essa não é uma queixa comum. No entanto, o que se percebe, dentro do cenário terapêutico, é que a maioria dos pacientes precisa aprender a construir relações mais íntimas e vulneráveis. Muitos não percebem, mas quase cem por cento das relações que estabelecem são superficiais. Por isso, no início do processo, muitos relatam sentir solidão e desamparo, mesmo convivendo com muitas pessoas.
A terapia é, então, um canal, uma relação em que muitos pacientes começam a experimentar um primeiro vínculo de vulnerabilidade. Para muitos, é o primeiro espaço onde falam sobre coisas difíceis, experiências traumáticas e compartilham sensações, sentindo-se seguros para isso. É partir desta primeira experiência de intimidade, que muitas outras relações serão construídas.
Com o tempo, ao longo do processo terapêutico, esses pacientes são encorajados a construir vínculos íntimos e seguros fora das sessões. Ou seja, são encorajados a desenvolver proximidade e intimidade com outras pessoas do seu dia a dia, seja uma relação de amizade ou em um relacionamento amoroso. Muitos que iniciam o processo de terapia, quase que em um estado de solidão, saem de alta com relações muito mais saudáveis, profundas e vulneráveis. Descrevem, então, sensação de pertencimento e amparo social.
Sou suspeita para falar, mas este é um dos objetivos terapêuticos mais potentes. Admiro muito a coragem dos meus pacientes, que se arriscam a experimentar vulnerabilidade, mesmo quando nunca estiveram nesta posição. É lindo ver o processo de fortalecimento de relações, que se inicia dentro das sessões e, depois, transborda para o mundo externo. A verdade é que somos seres sociáveis, precisamos de vínculos. O distanciamento dos nossos afetos nos fragiliza, abre portas para a solidão. Relações saudáveis e conexões profundas salvam vidas!
3) a terapia estimula a neuroplasticidade
“Mari, o que é isso?” “Que papo é esse neuroplasticidade?” Já te explico melhor.
O nosso cérebro tem a capacidade de se regenerar, se transformar e fazer novas conexões. Isso é o que chamamos de neuroplasticidade. Quando crianças/adolescentes, a neuroplasticidade do nosso cérebro está em sua plenitude. É por isso que a curva de aprendizado, nesta fase, é surpreendente. Aprendemos de modo rápido, duradouro e, inclusive, aprendemos muitas coisas ao mesmo tempo. Com o passar do tempo, sobretudo com a chegada da adultez, a neuroplasticidade ainda existe, mas tende a diminuir seu potencial.
Acontece que, quanto menos estimulamos nossa criatividade, quanto menos aprendemos coisas novas e nos desafiamos, a neuroplasticidade vai ficando enrijecida, sabe? A gente quase que vai, entre muitas aspas, “atrofiando” a nossa aprendizagem.
A terapia, como espaço de desenvolvimento, é um ambiente em que a mudança é incentivada e o paciente se coloca o tempo inteiro em desafio, se expondo a novos contextos e aprendendo novas habilidades. De modo que podemos considerar que as novas aprendizagens estimulem a neuroplasticidade. O cérebro que passa a fazer novas conexões se modifica positivamente! E, vamos combinar, um cérebro que faz novas conexões e que está funcionando de forma plena, está utilizando toda a sua potencialidade; sinônimo de saúde, não é mesmo?
Por isso que digo que este benefício é o mais surpreendente! Fazer terapia é também uma forma de exercitar essa “musculatura cerebral”. Muito embora o cérebro não seja exatamente um músculo, se fortalece e se desenvolve quando é estimulado e desafiado. A terapia, então, funciona como esse desafio, estimulando novas conexões e ampliando suas capacidades.
Uau! Penso que te dei motivos suficientes para considerar o processo de terapia como um investimento em sua saúde, concorda? Com base em todos esses benefícios, me conta: vale a pena tentar fazer terapia? Começar um processo terapêutico? Por que você tem adiado iniciar o seu processo de desenvolvimento pessoal? Se você deseja mergulhar nesta jornada, me coloco à disposição para te ajudar. Basta clicar aqui, para que possamos conversar.
Um abraço carinhoso,
Mari