O ressentimento pode destruir um relacionamento
Relacionamento amoroso dá trabalho. Eu sei, você sabe, todos nós sabemos. Neste texto eu quero fazer um recorte muito específico em algo que pode transformar profundamente as suas relações.
Nós já sabemos que os nossos parceiros vão nos frustrar.
E também sabemos que nós vamos frustrar os nossos parceiros.
Se a gente assume isso como uma premissa básica — como uma verdade inevitável — então surge uma pergunta importante: o que fazemos depois da frustração?
É aqui que entra algo fundamental dentro de qualquer relacionamento saudável: a comunicação.
É a comunicação do outro que me permite perceber quando eu errei.
É a minha comunicação que permite que o outro perceba quando ele precisa reparar algo.
Sem comunicação, os erros não encontram caminho para a reparação.
E é nesse silêncio que nasce um dos maiores riscos dentro de um relacionamento: o ressentimento.
Gosto de pensar no ressentimento como um móvel de madeira cheio de cupim.
Por fora, ele ainda parece inteiro.
Mas por dentro ele vai ficando oco.
Aos poucos, aquilo que parecia sólido começa a se desfazer em pó.
O ressentimento funciona da mesma forma nas relações.
Quando as frustrações não são comunicadas, quando os incômodos não encontram espaço de conversa, a ferida vai crescendo. E chega um momento em que ela cresce tanto que já não há mais espaço para reparação.
Por isso, quanto menos você se comunica, mais espaço o ressentimento encontra para crescer. E quanto mais ressentimento se acumula, mais frágil a relação se torna.
Por outro lado, quanto mais você se comunica, menos espaço existe para o ressentimento. Porque a comunicação abre espaço para algo essencial em qualquer relação duradoura: a reparação.
Quando um casal se comunica, eles não apenas falam sobre erros. Eles também aprendem com eles.
Eles ajustam rotas.
Eles se redirecionam.
Eles constroem, juntos, uma relação mais sintonizada.
No fim das contas, relacionamentos não se fortalecem pela ausência de erros. Eles se fortalecem pela capacidade de reparar aquilo que foi quebrado.
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Com carinho,
Mari






