Recentemente, durante a minha prática de yoga, vivi uma experiência que me inspirou a compartilhar esta reflexão. Ao final da aula, nossa professora colocou uma música e nos conduziu a uma reflexão muito bonita sobre a forma como nos relacionamos com os nossos pensamentos.
Ela trouxe um recorte que considero o ponto central desta conversa: a nossa experiência mental e cognitiva — aquilo que pensamos e os pensamentos que nutrimos e alimentamos — é capaz de modificar o nosso estado fisiológico.
Eu não poderia concordar mais com ela!
Se fôssemos colocados em aparelhos capazes de monitorar a frequência cardíaca, a atividade cerebral, os níveis de cortisol e outros hormônios relacionados ao estresse, certamente observaríamos mudanças à medida que começássemos a pensar em pessoas, situações ou experiências difíceis, dolorosas ou desafiadoras. Nosso corpo entraria, pouco a pouco, em um estado de alerta.
Mas por que isso é importante?
Não acredito que possamos simplesmente mudar os nossos pensamentos. Não conseguimos controlar completamente essa experiência mental nem determinar o que iremos pensar a cada momento.
O que podemos fazer é direcionar as nossas ações para que novos contextos favoreçam o surgimento de novos pensamentos. E esse é um ponto fundamental.
Muitas vezes permanecemos alimentando estados mentais marcados por questionamentos, ruminação, tristeza, dor, culpa, comparação ou medo. Quando sustentamos esses estados por muito tempo, também mantemos o nosso organismo em constante alerta.
Por isso, cultive bons pensamentos!
E, para que isso seja possível, esteja em movimento. Direcione-se para aquilo que faz sentido e que é verdadeiramente valioso para você. Relacione-se com pessoas que lhe fazem bem. Envolva-se em atividades que ajudem a interromper os ciclos de ruminação e ampliem o seu contato com a vida.
Os nossos pensamentos têm o poder de alterar a nossa fisiologia. E estados de estresse persistentes e crônicos podem contribuir para o adoecimento físico e mental.
Com carinho,
Mari





