Vamos aos causos da vida real!
Há algum tempinho atrás, dei muita risada com o meu marido. Porque, num dia específico, eu estava super demandante: precisando da ajuda dele para várias coisas, afetivamente mais sensível, precisando da presença dele, do colo, enfim. Lá pelas tantas eu brinquei: “Poxa, amor, demandei demais, né?” Ele sorriu e falou: “Não, normal.” Eu sorri de volta e disse: “Pois é, meu amor, você escolheu uma mulher que não é de baixa manutenção. Definitivamente.” Demos risada juntos, obviamente — ele já sabia disso.
Por que trazer esse episódio para cá? Porque, às vezes, a gente quer tratar relacionamentos que são de altíssima manutenção com baixa manutenção.
Tenho observado, nos atendimentos, o quanto as pessoas querem extrair satisfação do relacionamento amoroso. Querem que o relacionamento amoroso seja uma fonte importante de bem-estar, mas não querem fazer a manutenção que ele precisa. E aí a conta não fecha, minha gente. Porque, para um relacionamento gerar satisfação e bem-estar para a gente, ele demanda manutenção. Altíssima manutenção.
E quando um casal decide ter filhos e passa, então, a cuidar de mais uma pessoinha — ou de outras pessoinhas —, minha gente, a necessidade de manutenção desses vínculos vai à enésima potência.
Este texto é, então, um convite a pensar imediatamente: você tem cuidado dessas relações, principalmente do seu relacionamento amoroso, de modo a fazer uma alta manutenção? Ou você tem tentado dar o mínimo e está esperando o máximo?
Com carinho,
Mari






