Toda emoção gera uma informação. Quanto antes você compreender isso, melhor. E eu não estou exagerando.
Pense junto comigo!
Quando nós somos bebês, não temos linguagem para comunicar aquilo que estamos sentindo, para comunicar as nossas necessidades. Nascemos, então, dotados do choro, que passa a ser o nosso meio de comunicação com os nossos cuidadores, com o mundo externo. À medida que um bebê chora, esses cuidadores, esses adultos, precisam tentar decodificar o que é que está acontecendo ali. É fome, é sede, é dor, é sono, é frio, é calor. Com o passar do tempo, esses cuidadores, se sensíveis, se cuidadosos, conseguem identificar nuances diferentes de choro para cada uma dessas necessidades.
Conforme a gente cresce, nós aprendemos a linguagem, e ela passa a ser um meio de comunicação entre o nosso meio interno e o mundo externo. Tentamos usar a linguagem para comunicar ao outro aquilo que está acontecendo no nosso mundo interno.
Para que eu consiga comunicar de modo assertivo, eu preciso saber identificar o que está acontecendo no meu mundo interno. É por isso que toda emoção gera uma informação.
Quando eu me conecto com o meu sensorial, com o modo como o meu corpo sente cada ambiente, cada relacionamento, cada contexto onde eu estou inserida, quando eu consigo identificar como é que o meu corpo reage a todos esses estímulos, eu consigo traduzir isso em informações, a ponto de comunicar algo ao outro.
Infelizmente, nós temos negligenciado essa fonte de informação. Nós sentimos um monte de coisa e deixamos pra lá. Anestesiamos, fingimos que não é com a gente, não damos importância, dizemos que é besteira, que é bobagem, abusamos de medicações, fazemos de tudo para fingir que não está ali. Quando, na verdade, todas essas emoções estão tentando comunicar algo.
Te deixo, então, um convite muito simples: que você observe um pouco mais o que está acontecendo no seu corpo, em cada contexto onde você está inserido, em cada relacionamento que você vive. Se você se conectasse com essas emoções, quais informações elas te passariam?
Com carinho,
Mari






